A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 11/01/2021

O filme “Matilda” retrata o crescimento de uma garota que tem a alfabetização negligenciada pelos pais e por não ter uma boa renda familiar ela precisa aprender a ler sozinha. Fora de ficção, casos como esses do analfabetismo são vigentes no Brasil. O que ocorre devido à falta de debates junto com a insuficiência Estatal. Destarte, essa problemática revela inúmeras facetas que exigem atenção ao seu panorama sociocultural altamente silenciado.

Primeiramente, os núcleos educacionais da sociedade civil não debatem o tema de maneira satifatória. Nesse ínterim, Habermas defende que a linguagem é a verdadeira forma de ação com o indivíduo. Desse modo, é perceptível que muitas famílias não acompanham a trajetória escolar do seu filho, muitas vezes por confiar apenas no serviço oferecido pelos professores e por não ter tempo suficiente devido o trabalho. Como consequência, muitas crianças sentem que não têm a atenção necessária em casa e com isso acabam não dando o seu melhor no aprendizado, o que acarreta também na dificuldade cada vez maior do ensino nas escolas e torna o alfabetizado algo cansativo.

Ademais, o Governo não toma medidas que controlem a situação presente. Tendo em vista esse pensamento, Nelson Mandela fala que a educação é a arma mais poderosa que a sociedade pode usar para mudar o mundo. Nessa conjectura, é notável que o Estado não investe na melhoria da tal “arma”, principalmente para pessoas mais velhas que não tiveram acesso ao aprendizado quando mais novas. Desse modo, a menos que a população se mostre insatisfeita com a ocasião atual, o Poder Público não vai fazer nada para mudá-la, já que requer uma atenção e um capital alto sem trazer um retorno lucrativo, ponto negativo de um país capitalista. Por conseguinte, pessoas analfabetizadas enfrentam diversas dificuldades no cotidiano, em filas de banco, correios, restaurantes e vários outros.

Portanto, é substancial que estratégias sejam apresentadas para evitar o silenciamento da temática. De forma que as instituições responsáveis por formar o caráter, mostre a importância da caminhada escolar ser acompanhada pelos pais, por meio de reuniões familiares e debates, com objetivo de garantir que a alfabetização seja um período leve e proveitoso. Outrossim, a governança brasileira deve fazer uma redefinição de prioridades orçamentárias, mediante a envios de verbas para as escolas trabalharem com aulas para pessoas que não tiveram acesso ao ensino básico, a fim de garantir uma caminhada de igualdade e justiça para a sociedade brasileira.