A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 11/01/2021

Descaso, desigualdade e dificuldade, polos que se unem por meio de um único vetor: o analfabetismo digital. Nesse contexto, a Constituição prevê o direito ao acesso a tecnologias para todos, contudo uma significativa parcela da população é desprovida deste bem maior. No entanto, os desafios que esses segregados enfrentam, seja pela inacessibilidade de meios tecnológicos, seja pela falta de conhecimento sobre eletrônicos, colaboram para o aumento da desigualdade no Brasil.

Cabe ressaltar que os direitos propostos pelo governo brasileiro na prática estão distante de propor uma igualdade. Uma pesquisa feita pelo RAIS, Relação Anual de Informações Sociais, em 2018 mostra que no Nordeste encontra-se a maior parte da população  sem celulares no Brasil, tendo 15% de seu povo sem acesso a esses eletrônicos devido a questões monetárias. Assim, demonstra como ainda com a intensiva globalização, continuam a existir lugares em que as inovações não atingem.

Contudo, o analfabetismo digital não se encontra apenas onde não se tem acesso, está também nas mãos daqueles com aparelho. Em um estudo de 2017 feito pelo IBGE as estatísticas revelam que aproximadamente 60% dos idosos com mais de 70 anos não conseguem usar um celular. Dessa forma, mostra como uma ausência de conhecimento e de educação sobre essa área tecnológica pode fazer uma grande falta.

Evidencia-se, portanto, um senso de urgência no que diz respeito a analfabetização digital. Faz-se necessário que o governo busque uma maior igualdade de acesso às tecnologias através da instalação de informáticas públicas e espaços tecnológicos, onde jovens possam se entreter e se divertir por meio de eletrônicos. E necessita-se também da criação e aumento de cursos de informática básica para aqueles que querem se manter antenados com as inovações. Assim, buscará uma maior igualdade tecnológica nacional e uma população mais culta em eletrônicos.