A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Historicamente, desde a primeira Revolução Industrial, a sociedade está em constante contato com a tecnologia, algo que se tornou indispensável para o estilo de vida da idade contemporânea. No entanto, mesmo com a garantia de acesso aos meios tecnológicos e inovações científicas à todos os cidadãos brasileiros, pela Constituição Federal de 1988, nem todos usufruem devidamente desses direitos.
Decerto, é possível observar que, o Brasil, um país em processo de desenvolvimento, é notavelmente tecnológico, e por esse motivo se consolidou na 31° colocação entre 100 países, no ranking que avalia disponibilidade e relevância da internet mundial, elaborado pela revista britânica “The Economist”. Contudo, em relação ao alfabetismo digital, que consiste no conhecimento do uso correto das ferramentas virtuais esse número cai para 66, o que exemplifica a desigualdade social vivida pelos brasileiros, já que mesmo com a obtenção dos meios, grande parte da população não recebe esse ensinamento.
Além disso, a exclusão social se torna ainda mais crescente, pois a sociedade está migrando para o ambiente virtual e a falta do conhecimento digital resulta em inúmeras perdas em diversos setores, como na educação, lazer, trabalho. Nesse sentido é imprescíndivel destacar que o ensinamento desse grupo, e o seu ingresso de forma correta nas plataformas online, será um avanço para a diminuição da realidade tão desigual do país.
Diante disso, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Portanto, é fundamental que o Ministério da Educação, órgão responsável pela elaboração e execução do PNE (Política Nacional de Educação), viabilize a criação de campanhas de ensino digital a todos, principalmente nas escolas, por meio de investimentos nesse setor, para que o país possa se desenvolver cada vez mais.