A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 11/01/2021

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho.” Para o poeta Carlos Drummond de Andrade, a pedra representa um obstáculo a ser superado a ser superado. De forma análoga, o analfabetimo digital configura-se como um desafio a ser superado, haja vista, que mediante ao cenário globalizado do século XXI, é inaceitável que indivíduos não detenham o conhecimento tecnológico. Dessa forma, a falta de educação tecnológica e a excluão digital são fatores contribuintes para essa problemática.

Em primeiro lugar, segundo a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem o direito ao acesso à educação. Contudo, nota-se que não há o peno exercício da lei, pois a falta de educação tecnológica é um desafio que permeia a sociedade brasileira. Desse modo, diversos indivíduos estão à margem da tecnologia ou, mesmo sendo possuidor desse recurso, não são detentores do conhecimento para manuseá-lo. Ademais, a ausência dessa educação faz com que a distribuição do conhecimento digital seja heterogêneo na sociedade brasileira.

Além disso, sob as ideias dos filósofos contratualistas, o Estado foi criado através de um “Pacto Social” que visava a seguridade dos direitos civis. Tal teoria, entretanto, não ocorre na prática, visto que a exclusão digital é um problema vigente entre os cidadãos brasileiros. Esse infeliz cenário está fortemente atrelado ao fato de que o altos preços das inovações tecnológicas não cabem no orçamento de diversas famílias e pela difusão de estigmas associados a restrição desses recursos à faixa etária jovem. Desse modo, as classes sociais menos abastadas financeiramente e as mais antigas (Geração X) são as maiores vítimas dessa exclusão. Logo, perpetua-se a elitização da tecnologia e confere as novas fácies do analfabeto digital.

Portanto, tendo em vista o que foi discutido, é necessário, portanto que o MInistério da Educação incentive a educação digital aos cidadãos, por meio da inclusão na grade de horário dos estudantes do ensino regular e do EJA (Educação para Jovens e Adultos) disciplinas que visam promover o conhecimento nessa área. Ademais, o Governo Federal, por meio de reajustes fiscais, deverá diminuir os impostos incidentes em aparelhos tecnológicos, para que, dessa maneira, indivíduos de quaisquer classes sociais possam ter acesso e sejam, tecnologicamente, alfabetizados. Além disso, as Universidades Públicas aliadas aos estudantes da área de informática, devem progagar o saber à geração X, por meio do fornecimento de cursos gratuitos na própria sede da instituição, pois, assim, haverá uma maior inclusão digital dessa classe social. Parafraseando Drummond, retire-se as pedras.do caminho.