A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 10/01/2021
O mundo contemporâneo é inexoravelmente ligado à tecnologia. Isso se dá devido a um longo processo de inovação e desenvolvimento trazido pela terceira revolução industrial. Apesar de estar presente nos mais inúmeros ambitos da sociedade, nem toda população é capaz de manipular essa ferramentas tecnológicas, esses são os analfabetos digitais. No Brasil, isso é devido à má distribuição de renda e à inadaptação escolar ao novo panorama tecnológico atual.
Em primeira instância, é necessário analisar a situação socioeconômica brasileira. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 51% da população ainda vive com menos de um salário mínimo, sendo que esse já não supre as necessidades básicas asseguradas pela Constituição. Devido a isso, essa parcela possui um acesso extremamente limitado as diversas tecnologias, o que torna, consequentemente, esses indivíduos inaptos ao manejo dessas, levando ao analfabetismo digital.
Ademais, a não renovação do quadro acadêmico brasileiro é outro agravante do problema. Segundo Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Sob essa ótica, percebe-se a importância escolar para devida preparação ao mundo digital. Logo, no Brasil, onde a informática ainda não se faz presente na base nacional curricular, a população não recebe instruções para o manejo das ferramentas digitais, o que ocasiona dificuldades tecnológicas posteriores.
Portanto, percebe-se a notoriedade desses fatores na formação de analfabetos digitais, e é dever do Ministério da Educação contorna-lôs. Para isso, deve oferecer, por meio de sites e aplicativos, cursos gratuitos de informática para população. Tais cursos introduziriam os indivíduos à internet, à mídias sociais e serviços essenciais que hoje são feitos pelos meios digitais. Dessa forma, o número de analfabetos digitais tende a dimininuir, e o mundo da terceira revolução industrial, o mundo do futuro, será mais democrático.