A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Apesar da tecnologia estar presente na vida do brasileiro, por meio do celular, da internet, dos computadores, uma parcela da população não apresenta conhecimento acerca do funcionamento e manuseio das inovações tecnológicas, que são os analfabetos digitais. Esse problema, cuja causa se relaciona, sobretudo, a ausência de uma educação digital, nas escolas, gera consequências graves como o aumento exclusão social.
A priori, cabe pontuar que a falta de uma educação que vise a um ensino sobre o funcionamento e a utilização das inovações tecnológicas é um dos principais motivos para a presença de analfabetos digitais no Brasil. Assim, com a ausência de um preparo adequado a respeito das novas tecnologias a vida do cidadão brasileiro é prejudicada. Exemplo notório disso, é que, em 2020, com a pandemia da Covid-19, as aulas passaram a ser realizadas de modo remoto. Com isso, muitos alunos, tiveram o seu aprendizado prejudicado por não saberem manusear as platarformas de ensino à distância, segundo pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais(UFMG). Nesse contexto, o educador Paulo Freire ressalta que a educação é capaz de transformar vidas. Todavia, o pensamento de Freire não se concretiza se a educação não for ministrada. Diante disso, se o cidadão não tem acesso à educação digital, ele não conseguirá interagir com as novas tecnologias e realizar mudanças em sua realidade.
Em decorrência disso, a exclusão social tende a aumentar na sociedade brasileira. Visto que, uma pessoa sem contato com os avanços tecnológicos não terá acesso a um grande número de informações, a interações sociais, a oportunidades de trabalho e de estudo, já que muitas dessas atividades ocorrem no ambiente virtual. Destarte, o indivíduo que não apresenta contato com as inovações tecnológicas vivem à margem da sociedade.
Medidas, portanto, tornam-se necessárias para que o analfabetismo digital não seja uma realidade no Brasil. Nesse sentido, o Governo Federal, com auxílio do Ministério da Educação, deve promover políticas públicas que visem à ampliação da educação digital. Para isso, é preciso que disciplinas sobre novas tecnologias sejam adicionadas à grade curricular de todas as escolas brasileiras e que professores com formação em TI sejam responsáveis por ministrar as aulas. Em virtude da presença de um ensino digital desde a educação infantil até o ensino médio, as crianças e adolescentes terão o pleno conhecimento sobre o funcionamento, manuseio e utilização das inovações tecnológicas, o que formará cidadãos com consciência digital. Como resultado, a exclusão social, progressivamente, deixará de ser uma realidade da sociedade brasileira.