A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 10/01/2021
Desde a Terceira Revolução Industrial aconteceram muitos avanços tecnológicos que possibilitaram uma grande ampliação e difusão das informações, a chamada Era Digital. Atualmente, as pessoas não imaginam suas vidas longe dos smartphones ou computadores e muitos tem esses instrumentos, não só como um lazer, mas como uma ferramenta de trabalho. Porém, essas novas tecnologias ainda são um desafio para grande parte da população brasileira, que não tem acesso ou mesmo não sabem manusear esses equipamentos tecnológicos. Logo, verifíca-se que essa situação está intrinsecamente ligada não só à negligência governamental, mas também à falha populacional e prenuncia a necessidade de mudanças.
Deve-se pontuar de início a questão dos entraves encontrados na questão do analfabetismo digital no país. A vista disso, o Governo não tem direcionado verbas para a criação de instituições e programas para aproximar a população das novas tecnologias e desenvolver seu potencial, assim, privando-a do mundo de possibilidades que esse conhecimentos proporcionam. Tal fato pode ser comprovado por meio da ùltima pesquisa divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que informou que 170 milhões de brasileiros não sabem utilizar a internet corretamente. Sendo assim, a sociedade torna-se a principal vítima da inação estatal.
Ademais, é possível afirmar que a falha populacional é um fator relevante na problemática. Isso fica evidente na fala do historiador Roger Chartier que declarou, em entrevista à Folha de São Paulo, que a persistência do analfabetismo digital no Brasil reside no silêncio da sociedade, que entende como sendo normal a exclusão que sofre desde o início da Era Tecnológica. Diante de tal exposto, fica evidente que a omissão da população posterga, ainda mais, a inclusão desses indivíduos no mundo tecnológico fazendo com que eles fiquem excluidos da sociedade.
Mediante aos fatos supramencionados, são necessárias medidas para combater esses obstáculos. Portanto, o Estado, em parceiria com o MEC, deve criar programas voltados para a inclusão digital onde as pessoas tenham contato com ferramentas digitais, como smartphones e computadores, e aprendam, com o auxílio de professores, a manusear esses aparelhos. Ademais, cabe ao Estado organizar feiras tecnológicas nas escolas que contem com a participação da sociedade e promovam uma interação onde os jovens, mais familiarizados com as tecnologias, possam compartilhar seus conhecimentos com a comunidade.