A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 10/01/2021

A Constituição Federal de 1988, defende o direito pleno para qualquer cidadão. No entanto, percebe-se uma lacuna na garantia desse direito na questão do alfabetismo digital no Brasil, o que configura um grave problema. Portanto é preciso que estratégias sejam aplicadas para mudar essa questão preocupante, que é influênciada pela insuficiência legislativa, bem como à desigualdade social.

Em primeira análise, a ineficiência da aplicação das leis carcateriza-se como um complexo dificultador. Sobre isso, Maquiavel defende que “Mesmo as leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes”. A perspectiva do filósofo aponta para uma falha muito comum das sociedades: acreditar que a criação da lei em si pode resolver problemas complexos, como a questão da grande parcela da população analfabeta digital. Assim, o direito de saber usar as inovações tecnológicas torna-se um privilégio no Brasil, mostrando o descaso do Estado em proprocionar a real aplicação da legislação brasileira.

Outrossim, a disparidade social ainda é um grande impasse para a resolução do problema. Acerca disso, o filósofo Karl Marx acreditava que a desigualdade é causada pela divisão de classes. Nessa perspectiva, evidencia-se que grande parte da população brasileira, nas áreas urbanas e rurais, têm pouco ou nenhum acesso à internet e aos meios tecnológicos, devido aos altos preços e falta de acessibildade, enquanto outra parte consegue acessar facilmante às novas tecnológias presentes no mercado, por meio dos privilégios socioeconômicos proporcionados pela classe ao qual é inserida.

Sendo assim, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Logo, é necessário que as famílias, em parceria com a liderança dos bairros, exijam do poder público o cumprimento do direito constitucional para que todos os cidadãos tenham acesso aos meios tecnológicos. Essa exigência deve se dar por meio da produção de ofícios e cartas de reclamação coletivos, com a descrição de relatos de pessoas da comunidade que não possuem esses meios para utilizar, a serem entregues nas prefeituras, para que os princípios constitucionais sejam cumpridos. Dessa maneira, espera-se promover uma melhora no que tange à questão do analfabetismo digital no Brasil.