A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Na série distópica “3%”, a ilha chamada “Maralto” possui diversas tecnologias e a população que vive nela tem conhecimentos avançados dos aparelhos de informática e robótica. Fora da ficção, no Brasil, a realidade é outra, haja vista os casos de analfabetismo digital que impacta negativamente o desenvolvimento do país. Dessa maneira, esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência do Estado, quanto da desigualdade social que prejudica nossa sociedade.
Diante disso, o descaso das autoridades agrava o problema em discussão. Nesse sentido, o artigo 6º da Constituição de 1988 prevê a todos o acesso pleno à educação. Entretanto, a falta de cursos do governo que ensinem a usar plataformas digitais resulta na crença em notícias falsas e nas visitas a sites perigosos. Esses fatores propiciam casos de golpes bancários e crimes virtuais com imagens ou dados das vítimas. É, pois, inaceitável o modo errado como as pessoas usam as redes.
Ademais, a segregação social existente é um fator motivador desse impasse. Nesse viés, o conceito de “consumidores excluídos”, criado pelo sociólogo Bauman, refere-se às pessoas que são excluídas por não terem poder de compra. Assim, muitos brasileiros não possuem condições financeiras de consumir aparelhos eletrônicos e por isso são, muitas vezes, desprovidos de informações, oportunidades de emprego e de conhecimentos tecnológicos. Dessa forma, medidas são necessárias para mudar essa situação.
Portanto,