A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 10/01/2021
O artigo sexto da Constituição Federal discorre acerca dos direitos fundamentais do cidadão, entre eles, o lazer, a saúde e a educação. Porém, há uma discrepância com a realidade, visto que o analfabetismo digital é um problema da vertente educacional que cresce amplamente no Brasil. Logo, faz-se mister um debate acerca dos catalisadores desse problema, entre eles, a falta de políticas públicas e a insuficiência legislativa.
A priori, o grande protagonista desse revés é a falta de ações governamentais em amplo espectro. Segundo o célebre personagem da política americana, Abrahan Lincoln, a política deve servir o povo e não o contrário. No entanto, a política atual não serve o povo com metas, planos e investimento em escala nacional para solucionar o problema do analfabetismo digital. Com o avanço tecnológico cada vez mais presente no dia a dia do brasileiro, é inadmissível não existir um plano para alfabetizar a população.
Igualmente, outro grande catalisador desse contratempo é a insuficiência legislativa. De acordo com matéria do jornal Estadão em 2019, o excesso de leis prejudica o andar dos processos, isso se da pela falta de complexidade do Código Penal e da Carta Magna. Em suma, a educação que é um direito para todos os cidadãos, não sai do papel, pois a Constituição não assegura as vias em que esse direito será assegurado, logo, o Estado alega impossibilidade de confirmar a ampla alfabetização do brasileiro.
Portanto, medidas são necessárias para frear tal problemática. Dessa forma, o Congresso Nacional, órgão do Poder Legislativo, por meio de emendas e reformas, deve atualizar a Constituição Federal. Tal reforma deve abranger os problemas atuais e garantir também as formas que tais direitos serão confirmados, seja ampliando a grade escolar ou programas sociais para fins educacionais. Espera-se, dessa forma, que a população seja amparada pelo Estado.