A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 10/01/2021
A Revolução Informacional, ocorrida na segunda metade do século XX, acarretou em mudanças drásticas no conceito de comunicação e união mundial. Contudo, percebe-se que a questão do analfabetismo digital no Brasil ainda persiste na contemporaneidade, o que reflete pontos negativos da sociedade brasileira. Dessa forma, é necessário coibir esse problema, haja vista dois aspectos, a negligência estatal ea social.
Primordialmente, é imprescindível analisar que a persistência da problemática deve-se, principalmente, à omissão do Estado, uma vez que esse não executa o direito fundamental à educação estabelecido na Constituição Federal, decretada em 1988. À vista disso, o Ministério a que se compete a pauta, pela falta de políticas públicas eficazes, como Implantação de um sistema de informática em todo sistema de ensino, para que ela torna-se uma matéria obrigatória na didática, assim, aprofundando os seus conhecimentos nesta ferramenta, para solucionar o imbróglio, fere a legislação. Devido ao fato de que uma educação ineficiente nos meios digitais colabora com a formação de analfabetos digitais. Desse modo, essas práticas não corroboram com os preceitos e princípios de justiça positivados.
Destarte, é fundamental salientar que a lógica consumerista é propulsora do problema. Conforme Zygmunt Bauman, grande filósofo e sociólogo polaco, a inexistência de vigor nas relações sociais, políticas e econômicas é a peculiaridade da “modernidade líquida” vivenciada na contemporaneidade. Diante desse contexto, o imbróglio é motivado porque o corpo social, pela ausência de empatia com os idosos, insiste na desconsideração da sua acessibilidade aos meios digitais em detrimento da sofistificação aos mais jovens. Sobretudo, esse problema ocorre em virtude do individualismo inerente do século XXI, próprio das relações capitalistas retratadas pelo filósofo. Logo, urge a intermediação dessa questão com ênfase em princípios normativos.
Diante dos argumentos supracitados, são necessárias alternativas para amenizar essa problemática. Para isso, o Ministério da Educação, juntamente com o da Tecnologia, deve promover, na rede de ensino, políticas públicas, para que haja a instalação de um sistema digital destinado ao ensino da informática aos alunos que será uma matéria obrigatória, e também para os interessados será ofertado o curso, e a criação de programas intuitivos para a população mais de idade acessar com facilidade. Com isso, a questão do analfabetismo digital será intermediada no século XXI.