A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 10/01/2021

No filme “Modo Avião”, foi retratado em algumas cenas, que o avô da protagonista, brasileira, não possuía celular e nem internet em sua casa. Nesse sentido, saindo da ficção, a globalização não chegou para todos os indivíduos, no Brasil contemporâneo, o que é prejudicial para o avanço tecnológico populacional, ocasionando pessoas sem conhecimento algum sobre o assunto. Com isso, vale ressaltar as causas para que, no país, ainda haja pessoas analfabetas no ambiente virtual, como não só o desinteresse, mas também a falta de acesso à internet.

Nesse contexto, é cabível dissertar sobre a carência de vontade de pessoas, em relação a introdução no ambiente tecnológico e como pode prejudicar o avanço da globalização. Segundo o site G1, em uma pesquisa, pessoas alegaram não acessar o ciberespaço e a grande maioria tinha o argumento de não ter interesse. Desse modo, contribuem para o contingente populacional de analfabetos digitais, além de manterem ativos os sistemas rudimentares financeiros, como bancos físicos e lotéricas, nos quais poderiam ter somente serviços digitais.

Somado a isso, tem-se também a deficiência de internet em algumas residências,  como outro colaborador do analfabetismo computacional e dificultador da sofisticação da engenharia de eletrônicos, no país. A exemplo disso, o mesmo site citado anteriormente, em uma de suas matérias, evidenciou que, no Brasil, 30% dos domicílios não tem acesso à conexão online. Dessa forma, sem o eletrônico, a probabilidade da privação no que se refere ao alcance da informação e da dificuldade de comunicação, aumenta.

Logo, é necessário a tomada de medidas para a minimização do desconhecimento da tecnologia. Portanto, cabe ao Poder Legislativo investir em redes locais de computadores comunitários, tanto em comunidades carentes, quanto no interior dos estados, somado com a contratação de profissionais formados em tecnologia da informação para que ensinem a utiliza-los, por meio da votação e criação de uma lei no Congresso Nacional, disponibilizando os tais investimentos, a fim de democratizar o acesso à tecnologia e despertar a curiosidade dos desinteressados, elevando o número de alfabetizados virtuais. Feito isso, cenas como as do filme “Modo Avião”, se tornarão passado.