A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 09/01/2021
Desde o livro “Utopia”, escrito por Thomas More, entende-se que uma sociedade necessita de engajamento social e político para desenvolver-se. No entanto, quando se observa a baixa taxa de alfabetização digital no Brasil, verifica-se que esse ideal utópico é constatado na teoria e não na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse cenário, torna-se clara a falta de atitude do Estado, bem como a negligência e a compactuação da sociedade.
Em uma primeira análise, sob a ótica sociológica, a persistência da problemática no Brasil é intrinsecamente fomentada pela negligência e pela compactuação da sociedade que se omite diante de situações de descaso com o a alfabetização digital. Um exemplo disso é que há muitas pessoas, atualmente, que são consideras analfabetos digitais, devido à falta de investimentos educacionais nessa área e à falta de preparo dos alfabetizadores. Nesse sentido, o sociólogo Alemão Jurgen Habermas afirma que a sociedade depende da crítica às suas próprias convicções e comportamentos para que mudanças efetivas aconteçam.
Ademais, em um segundo plano, é inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam em harmonia para solucionar o problema. Tal fato se reflete na falta política públicas que visem facilitar o acesso à educação nessa área tecnológica, bem como capacitar educadores em busca de otimizar o ensino, medidas que deixariam a resolução do problema mais próxima, e, devido à má administração e fiscalização pública por parte dos gestores, isso não acontece.
Logo, é necessário que o governo elabore políticas que ampliem e facilitem o acesso ao ensino digital, por meio de maiores investimentos governamentais na área educacional, com o propósito de reduzir a taxa de analfabetos digitais. Além disso, cabe às escolas informatizar e conscietizar as pessoas sobre a importância que o conhecimento digital tem para a vida dos indivíduos e para a sociedade. Isso pode ser feito por meio de programas nas escolas e campanhas nos meios de comunicação, a fim de otimizar a utilização dos meios digitais. Destarte, a realidade aproxima-se da teoria utópica e a sociedade desenvolve-se.