A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 09/01/2021
O livro “Admirável Mundo Novo”, do autor Alduos Huxley, retrata uma sociedade fictícia, em que todos os cidadãos são cidadãos digitais, ou seja, possuem acesso às tecnologias e são letrados digitalmente. Em oposição à ficção, o analfabetismo eletrônico é realidade nacional. Esse cenário problemático ocorre devido à falta de educação especializada e à lacuna de acesso a esse recurso.
Em primeira análise, a escolarização digital não é uma realidade no Brasil por consequência os indivíduos, majoritariamente, são iletrados nesse aspecto. Segundo, o artigo 205, da Constituição federal de 1988, “a educação é direito de todos é dever do estado”, entretanto observa-se a ineficácia desse na prática, ou seja, apenas assegurada na Carta Magna, consolidando os brasileiros como “Cidadão de papel ”, termo criado pelo jornalista Gilberto Dimenstein para caracterizar a dicotomia da realidade com o proposto na Constituição. Desse modo, para acabar com a inadimplência governamental medidas são necessárias.
Ademais, o acesso à tecnologia é lacunar por isso constitui-se uma das causas da iletração digital. De acordo com o geógrafo Milton Santos “a globalização atinge ao mundo todo, mas não a todos os lugares”, em outras palavras, o alcance digital é mundial, no entanto não chega a todos os cidadãos pela desigualdade social. Dessa forma, faz-se necessário solucionar essa problemática para obter-se um mundo globalizado e democrático.
Portanto, a fim de atenuar a questão do analfabetismo tecnológico no Brasil, cabe ao Ministério da Educação, em conjunto com o Conselho Nacional de Educação, introduzir a escolarização digital na grade curricular básica, para as crianças durante a escola e aos adultos por meio de cursos gratuitos, medidas, essas, financiadas pelo governo, somente assim os indivíduos sairão da condição de “Cidadãos de papel”. Além disso, compete ao Ministério do Desenvolvimento Regional, oferecer um acesso amplo e democrático à tecnologia, através de programas integracionistas, que levem a infraestrutura necessária, utilizando as verbas derivadas dos impostos de renda. Para que assim a realidade nacional se aproxime da ficção de “Admirável Mundo Novo”.