A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 09/01/2021

A dependência tecnológica, de fato, tornou-se ainda mais frequente, ocasionado de princípio pela globalização econômica e intensificado pelo isolamento social como protocolo da pandemia do COVID-19, no qual foram cruciais para a alfabetização digital como requisito global. Dessa forma, é perceptível que o Brasil contém uma alfabetização digital bastante desigual, no que tange a sua industrialização tardia e ausência na educação nacional.

A partir disso, é viável a relação entre o modelo industrial e a industrialização tardia com a desigualdade digital. Isso se justifica pela dependência brasileira na realização de importações para a obtenção de diversas tecnologias, uma vez que, desde a década de 30 com o governo Vargas, a indústria brasileira segue ramos como indústria de base. Dessa maneira, tal dependência reflete no custo do dispositivo, interferindo na acessibilidade e, como efeito, na alfabetização em questão.

Além disso, ainda como efeito da industrialização tardia, é lógico afirmar que a aculturação tecnológica brasileira também se atrasou, fato que ocasionou o despreparo da camada mais idosa e adulta da populção. Segundo a pesquisa de 2019 da The Incluse Internet Index, o Brasil se encontra na posição 66ª de 100 países em quesito da alfabetização digital. Tal classificação, portanto, denuncia a ineficiência da educação digital brasileira.

Com isso, é evidente a necessidade de uma ação para o problema, uma vez que segue a risca das tendências mundiais e influencia diretamente na presença internacional brasileira. Logo, é papel do Ministério da Educação promover, com apoio de empresas nacionais (fornecedores digitais), a universalização da disciplina de informática no ensino básico, além de cursos técnicos, a fim da desejável alfabetização.