A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 09/01/2021
Consoante a filósofa alemã Hannah Arendt, a essência dos Direitos Humanos é o direito a possuir direitos. Contudo, tal prerrogativa, infelizmente, não se reverbera quando se observa a questão do analfabetismo digital no país, dificultando, assim, a garantia dos direitos à educação e a informação, inerentes aos cidadãos tupiniquins. Nesse viés, a ausência de medidas governamentais traz consigo a lacuna socioinformativa.
Mormente,a falta de ações públicas práticas que visem atenuar o problema são ineficazes. De acordo com o a teoria dos “Cidadãos de Papel”, o jornalista Giberto Dimenstein defende que o povo brasileiro têm seus direitos escritos, conquanto eles são subtraídos pelo próprio Estado. Nesse sentido, o poder governamental ao ausentar-se da busca de intervenções públicas que atuem acerca do analfabetismo virtual cercea dos cidadãos brasileiros o exercício à plena cidadania, de forma lamentável, fomentando a exclusão digital que traduz-se em exclusão social. Assim sendo, a ausência de posicionamento das autoridades competentes age como inadimissivel agravante da problemática.
Ademais, por conseguinte, ressalta-se a lacuna informacional da população. Segundo Steve Jobs, empresário americano, a tecnologia move o mundo. Desse modo, as pessoas que têm acesso à tecnologia, todavia não gozam de conhecimento adequado de como utiliza-lá, consequentemente, são excluídas do desenvolvimento e da inovação tecnológicas. Sob essa perspectiva, sem tais recursos informativos, abre margem para os cibercrimes e à desinformação, e também acabam, evidentemente, sendo impedidos de acessar programas institucionais de caráter virtual, criando, dessa forma, a exclusão institucional e informativa. Nesse ínterim, faz-se fulcral e urgente a difusão de conhecimento digital correto.
Destarte, faz-se notório, que o ciberanalfabetismo no Brasil seja combatido com informação clara e acessível. Outrossim, a fim de dinamizar o tópico e promover educação digital, diminuindo essa paridade social, e por meio de parceria com o Ministério da Educação, responsável por criar políticas públicas educativas, o Ministério da Ciência e Tecnologia, poder responsável por promover a interação entre a sociedade brasileira e a tecnlogia, deve elabora ,adjunto a especialistas na área, cartilhas informativas sobre letramento e direitos digitais. Tais materiais, podem ser disponibilizados em locais públicos, como por exemplo, postos de saúde e escolas, para que atingam a maior parcela da população. A partir disso, os Direitos Humanos defendidos por Arendt, serão, enfim, aplicados.