A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 09/01/2021

O livro “Utopia” de Tomas More, retrata uma sociedade vivendo em perfeita harmonia. No entanto, essa realidade não se aplica ao cenário atual da sociedade brasileira, haja vista o grande quantitativo de pessoas consideradas analfabetas digitais. É necessário, portanto, salientar que a falta de recursos tecnológicos nas escolas públicas gera falta de conhecimento e desigualdade socioeconômica, de modo a causar consequências negativas aos cidadãos.

Em primeira instância, vale ressaltar que a internet é uma forma extremamente vantajosa de obter conhecimento. Contudo, de acordo com o Índice de Gini, medida que classifica o índice de desigualdade do país, o Brasil está entre as 10 nações mais desiguais do mundo. Sob esse viés, sabe-se da precariedade encontrada em grande parte das escolas públicas brasileiras, o que faz o investimento em equipamentos tecnológicos como tablets e computadores estar em segundo plano, haja vista outras prioridades fundamentais para o funcionamento. Dessa forma, as aulas de informática, responsáveis por levar conhecimento no âmbito digital desde a infância, deixam de existir para muitos alunos, deixando-os a merce do conhecimento proporcionado na internet e outros canais, como o YouTube.

Ademais, a Constituição Federal Brasileira diz que a Igualdade e a Educação são direitos de todos cidadãos. Em contrapartida ao que ela constata, muitos indivíduos são analfabetos digitais em virtude de sua classe social, a qual designa quem tem acesso a tais tecnologias desde a infância, seja nas escolas ou nas residências. Dessa forma, é possível notar a ineficácia do governo para findar esse entrave, que muito diz respeito ao desenvolvimento do país no âmbito socioeconomico. Outrossim, a máxima de Steve Jobs “A tecnologia move o mundo” retrata a importância de todos terem acesso para que a nação brasileira prospere, ao contrário no cenário atual de extrema disparidade.

Diante dos fatos supracitados, conclui-se que medidas devem ser tomadas para minimizar a recorrência do analfabetismo digital no cenário brasileiro. Logo, urge que o Ministério da Educação coloque como obrigatória a disciplina de informática nas escolas, por meio da disponibilização de verbas para compra dos recursos nas regiões mais necessitadas, para que as crianças cresçam familiarizadas com o mundo digital e busquem aprimorar tais práticas futuramente em cursos superiores. Assim, haverá transformações na sociedade, sendo notório na próxima geração uma quantidade bem menor de analfabetos digitais, de modo a melhorar o resultado apresentado no Índice de Gini.