A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 07/01/2021

Desde o início do processo da globalização, o desenvolvimento em vários âmbitos encontra-se dinamizado, principalmente no meios tecnológicos e comunicativos. Contudo, parte da sociedade brasileira possui dificuldades na utilização dos recursos digitais disponíveis, isso por questões educacionais ou até mesmo pela forma que se deu o crescimento das metrópoles. Diante disso, é imprescindível que ocorra um olhar mais crítico no que tange o analfabetismo digital no país.

Em primeiro lugar, é válido reconhecer a influência da urbanização na formação das grandes cidades, e consequentemente o surgimento da marginalização. Assim, pode-se inferir que os cidadãos localizados às margens sociais enfrentam barreiras para obter serviços básicos com qualidade, como saúde e educação. Com isso,se os direitos fundamentais são mal executados nessas áreas, há também uma defasagem na esfera tecnológica, uma vez que o conhecimento digital naquele espaço é precário.

Em segundo lugar, é notório como o ensino qualificado molda o corpo social. Isso porque, de acordo como educador Paulo Freire, a educação não muda a sociedade, mas sem ela a sociedade sequer muda, portanto fica evidente o poder das escolas na criação dos indivíduos. Ao trazer essa questão para o meio tecnológico, nota-se a necessidade da inserção computacional em ambiente escolar.

Desse modo, são essenciais medidas capazes de mitigar a questão do analfabetismo digital no Brasil, problemática que pode ser sanada pelo Ministério da Educação associado ao Ministério do Desenvolvimento Regional. Sendo assim, é de extrema importância a implementação de “tablets” e “smartphones” nas unidades de ensino, para que com o auxílio de professores de informática os alunos detenham o conhecimento tecnológico adequado. Além disso, a construção de mais bibliotecas e laboratórios em regiões periféricas é uma forma de ampliar o aprendizado de todos e atingir uma equidade na massa social.