A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 07/01/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1988, o Artigo 6° defende que a educação é um direito social e obrigatório. Em contrapartida, com o mundo cada vez mais globalizado, há também uma maior exclusão digital, seja por pessoas de aréas carentes que não possuem acesso à internet ou pessoas idosas, estes chamados de analfabetos digitais. Nesse mesmo ponto de vista, destacam-se: a contribuição da internet na educação e as consequências da exclusão digital.

Segundo o filósofo Imannuel Kant, é no problema da educação que assenta o grande segredo da humanidade. Ao analisar sua perspectiva, compreende-se que a internet é um meio de uma educação prática e  eficaz. Embora, uma grande parcela de pessoas não desfrutam deste benefício, no relatório do Inclusive Internet Index, aponta que o Brasil aparece na 31° posição do ranking que avalia a disponibilidade e acesso à internet. Isso demonstra um desenvolvimento tardio, uma grande desigualdade social, assim como, uma falta de preparo digital.

Além disso, são notórias as consequências dessa exclusão digital causada pelo avanço da globalização. Uma situação rotineira, é observada nas filas de um banco, na qual muitos recorrem a ajuda de estranhos para realizar suas operações bancárias. Como também, o mercado de trabalho está cada vez mais exclusivo, destinado a pessoas que possuem conhecimento de software. Entretanto, este conhecimento não abrange toda população, aumentando assim, a taxa de desemprego.

Portanto, é inadmissível que este problema ainda perdure. Cabe ao Governo, em junção com o Ministério da Educação, financiar projetos educacionais para atender pessoas de áreas carentes, tais como: a inclusão de computadores nas redes de ensino público e também cursos profissionalizantes. Estas ações devem-se ser divulgadas pela mídia, por intermédio de campanhas. Somente assim, o Artigo 6° da Constituição Federal, estará colocando em prática o exercício do conhecimento, descontruindo as desigualdades.