A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 07/01/2021
Com a tecnologia se aprimorando a cada ano e o mundo se tornando cada vez mais globalizado, a habilidade digital se mostra de suma importância na vida cotidiana e a falta desta se torna uma questão. No caso brasileiro, o analfabetismo digital se dá, principalmente pela falta de senso crítico da população, causadora de uma utilização inadequada da internet, redes sociais, etc e por grupos que, por não possuírem acesso à ferramenta se tornam marginalizados.
Ao longo da vida de um indivíduo, o senso crítico é formado de diversas maneiras, como ter acesso a uma educação de qualidade e consumir cultura, seja por meio de museus, leitura, cinema, música e teatro, seja em contato com diversos povos e culturas. No caso brasileiro, a grande maioria da população possui uma escolaridade baixa e/ou de má qualidade e não possui acesso a programas culturais e viagens, fazendo com que haja apenas interações entre semelhantes. Quando isso ocorre, tornamo-nos vulneráveis a aceitar o que nos é dito, como mostra uma pesquisa realizada pela revista estadunidense The Economist, na qual o Brasil fica na quarta posição entre os povos que mais acreditam em notícias compartilhadas em redes sociais.
Se por um lado, alguns indivíduos possuem acesso à internet, mas a utilizam de maneira inadequada pela falta de senso crítico, outra parcela da população sequer tem esse acesso. Isso ocorre, muitas vezes, para aqueles que já habitavam o mundo adulto durante as décadas de 1990 e início dos anos 2000, e os quais não possuem afinidade com aparatos tecnológicos. A evolução tecnológica ocorreu de maneira abrupta e continua evoluindo de maneira acelerada, portanto, para aquele que não nasceu na nova era e apresenta dificuldades de aprendizado na área, se torna marginalizado, uma vez que hoje, até a mais simples das tarefas como pagar uma conta se faz on-line.
Dessa forma, para diminuir drasticamente a questão do analfabetismo digital no Brasil, é necessário que o Governo Federal, conjuntamente com os governos estaduais e municipais, organizem por meio de workshops itinerantes realizados em praças públicas, escolas e postos de saúde, aulas grátis, atividades interativas para a população geral e brincadeiras para as crianças, afim de educá-las sobre o uso da internet, notícias falsas e redes sociais. A programação das atividades devem ser divulgadas nas próprias redes sociais, contanto ainda com vídeos curtos e explicativos para aqueles que não puderem comparecer presencialmente.