A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 07/01/2021

A Constituição de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o analfabetismo digital, que ocorre devido tanto da ausência de atitude governamental, quanto da falta de incentivo. Desta forma, torna-se mister o debate acerca destes fatores.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a escassez de medidas estatais para combater o analfabetismo digital. Nesse sentido, destaca-se o retardo no desenvolvimento, no geral, da população, pois a internet proporciona uma grande democratização da informação, como por exemplo. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke viola o ‘‘contrato social’’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir os direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.           Ademais, é necessário pontuar a falta de incentivo como impulsionador da precariedade no ensino digital. De acordo com o Relatório The Inclusive Internet Index 2019, o Brasil ocupa a 50ª no ranking de 100 países, na categoria de estímulo do uso da web. Diante de tal exposto, é fato que, onde há menor instigação as pessoas buscam menos e não se interessam em algo novo que parece ser complicado, como é a tecnologia. Logo, é inadmissível que este cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater-se esses obstáculos. Cabe ao Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, criar cursos para ensinar e encorajar os cidadãos ao uso de tais tecnologias, tais aulas serão transmitidos em canais abertos de televisão, a fim de proporcionar uma maior educação digital. Assim,   tornar-se-á possível a construção de uma sociedade mais próxima da efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.