A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 07/01/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico de mais importância no país, prevê em seu Artigo 6º, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prorrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o analfabetismo, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o problema dos iletrados. Nesse sentido, temos os idosos como o maior alvo da alfabetização, a exemplo de falta de conhecimento e acessibilidade de tais recursos. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos, principalmente, os idosos, desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a falta de acessibilidade como impulsionadora do analfabetismo no Brasil. Segundo o IBGE, apenas 31% das pessoas com 60 anos ou mais tem acesso à tecnologia. Diante de tal exposto, grande parte do público idoso encontra dificuldades de interação com as interfaces desenvolvidas. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Nota-se, portanto, que tal problemática precisa ser combatida. Logo, faz-se necessário que o Conselho dos Idosos em nível municipal, promova cursos com técnicas de comunicação, obedecendo ao Estatuto do Idoso. E juntamente com o Ministério da Educação, com unidades volantes, leve a esses bairros atividades ludícas, a fim de que os direitos sejam garantidos. Assim, se consolidará uma sociedade mais permeada pela efetivação dos elementos elencados na magna carta, contribuindo, assim, para a qualidade de vida deste segmento social.