A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 07/01/2021
A terceira revolução industrial é marcada por diversas mudanças socioculturais na sociedade mundial, sendo a mais notável o avanço das tecnologias e a popularização das redes de informação e comunicação. Nesse contexto, em um mundo cada vez mais globalizado e dependente da internet, o analfabetismo digital acaba por se tornar um problema a ser combatido no Brasil. Desse modo, cabe analisar a carência estatal em prover medidas socioeducativas, que vissem a educação tecnológica e a má qualidade do ensino brasileiro.
Em primeira instância, é válido analisar a ineficiência governamental em apresentar meios para a educação tecnológica da população. Dessa maneira, tal mazela confronta o pensamento do “Pacto Social”, proposto por Thomas Hobbes, visto que para ele é dever do Estado prover todas as ferramentas e mecanismos necessários para o bem-estar social dos cidadãos. Nesse sentido, de acordo com o IBGE, 170 milhões de brasileiros não tem acesso à internet no país, aumentando, deste modo, a dificuldade de aprendizado tecnológico, inserção no mercado de trabalho, inclusão social e, conseguentemente, aumento das desigualdades econômicas ja existentes entre classes . Portanto, é de vital importância a educação tecnológica para toda a população desde o ensino básico.
Ademais, é importante ressaltar a baixa qualidade da educação brasileira como impulsionadora da problemática. À vista disso, apesar do Brasil ocupar a décima segunda posição na economia mundial, o país não possui uma boa rede de ensino, e o resultado disso se reflete no analfabetismo digital. Dessa forma, em consonância com o pensamento de que o indíviduo é aquilo que a educação faz dele, proposto por Immanuel Kant, é fundamental um melhor ensino público e privado, para que assim haja também uma melhor qualidade de vida da população em geral e, principalmente, dos mais pobres.
Urge, portanto, que o analfabetismo digital seja combatido no Brasil. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação, intervir na didática pedagógica, por intermédio da abordagem crítica, instigar a criticidade estudantil e o aprendizado, sobretudo, acerca de como utilizar a internet e os aparelhos tecnológicos. Outrossim, é papel do Estado, por meio de medidas socioeducativas, promover um maior acesso a internet pela população. E assim, os impactos negativos da terceira revolução industrial poderão ser combatidos.