A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 07/01/2021

No século XV, Johannes Gutenberg inventou a prensa e em consequência disso a produção de livros aumentou muito, fazendo com que mais pessoas se alfabetizassem para conseguir lê-los. Paralelo a isso, no Brasil, a inserção dos meios digitais no país torna necessário que a população se alfabetize digitalmente, pois caso isso não ocorra, muitas pessoas estarão privadas do conhecimento que há na Internet e também não participarão desse meio de integração economico-social.

Primeiramente, deve-se analisar os problemas gerados pela não alfabetização digital. Nesse sentido, assim como o analfabeto é prejudicado por ter sua funcionalidade reduzida por não entender mensagens cotidianas, assim também o analfabeto digital é prejudicado, pois deixará de consumir notícias, cursos, músicas etc, que são obtidos facilmente por meio da Internet. Grande exemplo disso são os vídeos disponibilizados pela Khan Academy, em que há todo conteúdo da grade curricular das escolas do Brasil em vídeos, praticamente uma escola em um computador.

Em seguda análise, é necessário entender as causas do analfabetismo digital no país. Nesse contexto, segundo uma pesquisa do IPEA ( Instituto de Pesquisa Aplicada), 33% das pessoas com mais de 10 anos não possuem acesso a Internet e, segundo a mesma pesquisa, 20% dos estudantes não podem usar os computadores da sua escola. Diante disso, fica claro que a própria falta de estrutura agrava o problema, mas ele também é potencializado pelo descaso na forma de gerir as tecnologias.

Dado o exposto, medidas devem ser tomadas a fim de que a alfabetização digital ocorra no Brasil. Com essa finalidade, cabe ao Ministério da Educação destinar verba para que as escolas possam urgentemente aumentar o número de computadores com acesso a Internet, bem como fazer formação para que professores e alunos possam usá-los. Com isso, uma considerável parcela da população irá se alfabetizar nas mídias digitais, fazendo valer o que previu o Plano Nacional de Educação, que previa a universialização do acesso à Internet nas escolas.