A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 07/01/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, no que se refere ao analfabetismo digital, observam-se obstáculos que representam desafios a serem enfrentados de forma mais organizada por esse direito social tão importante, seja pela ausência de medidas governamentais, seja pela falta cognitiva por parte dos professores.

É indubitável que um dos fatores que dificulta o funcionamento educacional digital no Brasil é uma negligência dos governos governamentais. Nesse sentido, em uma sociedade hiperconectada, o desleixo do Estado acarreta no mau funcionamento da economia e desenvolvimento social do país. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista Jhon Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrute de direitos indispensáveis.

Além disso, é imperial ressaltar que a questão da insuficiência intelectiva dos educadores está entre as causas do problema. A pesquisa TIC Educação 2018, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), constatou que mais de 40% dos professores de escolas públicas e privadas, questionados pelos alunos sobre temas relacionados à cultura e cidadania digital, disse não ter conhecimento suficiente para tirar as dúvidas. Dessa forma, entende-se que os pedagogos constam uma parcela fundamental para preparar os alunos na nova sociedade digitalizada.

Portanto, pode-se perceber que o debate acerca da problemática é imprescendível para a construção de uma sociedade mais igualitária. Nessa lógica, é imperativo que o Governo promova implementações de estratégias, por meio de discussões para inserir profissionais especializados nas áreas da educação digital, a fim de se ter igualdade perante o ideal escrito na Constituição de 1988.