A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 07/01/2021

Mundialmente conhecido, o matemático Alan Turing fez uso da tecnologia  para a construção da máquina “Bombe”, utilizada na decodificação dos códigos nazistas e, por conseguinte, de absoluta importância na vitória dos aliados na Segundo Guerra Mundial. No século atual, o avanço da tecnologia encontra um entrave na sociedade brasileira atual: o analfabetismo digital. Nesse sentindo, convém analisarmos causas, consequências e possível solução para o impasse.

Em primeiro lugar, é importante destacar que o acesso à internet no país ainda é bastante defasado. Segundo o relatório anual The Inclusive Internet Index 2019, o Brasil aparece na 31ª de 100 posições no ranking que, entre outros fatores, avalia a disponibilidade de internet à população. Assim, é possível constatar que a primeira face do problema é justamente ter uma grande parcela da população que não faz uso da internet, ou por questões financeiras, ou por residirem em áreas onde as redes não chegam.

Paralelamente, quando a introdução digital desses cidadãos se inicia, eles simplesmente não sabem o que fazer ou como usar, e acabam reféns da própria tecnologia, sem fazer uso responsável e autônomo dos benefícios que poderiam usufruir. Na série americana “Black Mirror”, por exemplo, num futudo distópico, os cadastrados em um site de namoro são pareados uns com os outros e têm a validade da relação pré estebelicida, não há a possibilidade de prosseguir com o relacionamento ou terminá-lo antes do prazo.

Portando, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Para a alfabetização digital no Brasil, é necessário que o Congresso Federal altere, por meio de projeto de lei, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), acrescentando educação digital desde a primeira série escolar, - pois como disse o filósofo Immanuel Kant, “O homem é aquilo que a educação faz dele”- com  vista a inserir a tecnologia no cotidiano dos brasileiros desde a infância e, por conseguinte, na vida adulta. Somente assim, será possível começar a istinguir o analfabetismo digital do Brasil.