A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 07/01/2021
No filme documentário chamado “O Dilema das Redes”, retrata de forma ampla o poder que a tecnologia exerce na sociedade atual, influenciando o comportamento social e individual. Dessa maneira, é perceptível a necessidade do debate acerca do analfabetismo digital brasileiro, no qual se sustenta em altos índices e se relaciona a diversas crises de segurança.
A partir disso, é evidente que o preparo digital do Brasil, um país cuja aculturação tercnológica foi relativamente tardia e, de fato, ausente em diversas instituições educacionais, ainda segue precária atualmente. Segundo relatório do The Inclusive Internet Index, de 2019, de 100 países o Brasil ficou na 66ª colocação em quesito de preparo digital. Tais dados, portanto, comprovam a ineficiência da educação digital no país.
Além disso, é viável a relação da falta de preparo com as políticas de cibersegurança nacional. Segunda a pesquisa de 2019 da União Internacional de Telecomunicação (ITU), o país se apresenta na 70ª colocação em relação a segurança digital, levando em conta a legislação e frequência de invasões de hackers. Dessa forma, fica notório o risco do brasileiro em quesito da asseguração de dados ou, até mesmo, manipulação social.
Portanto, como diria a frase emblemática do filme “O Poço”: “nenhuma mudança é espontânea”, no que remete, nesse caso, numa necessária tomada de ação para o problema, a fim de preparar a população brasileira e garantir a mudança. Logo, é papel do Ministério da Educação implementar de forma universal a disciplina de informática na educação, com apoio de empresas (fornecedores tecnológicos), a fim do alfabetismo.