A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 07/01/2021
O analfabetismo digital é o elemento precursor da “exclusão digital” por impedir a plena participação do indivíduo na sociedade atual. No Brasil, esse cenário é viabilizado pela atual estrutura das escolas e pelo baixo poder aquisitivo da população, tornando-se um problema que merece um olhar crítico de enfrentamento.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que a atual estrutura das escolas brasileiras possibilita a existência do analfabetismo digital. Isso visto que, segundo os dados da pesquisa do G1, somente uma a cada vinte escolas no país possui estrutura básica suficiente para educar, como com materiais básicos de didática e de informática, por exemplo. Nesse contexto, como a educação digital não é disponibilizada ao aluno e que, segundo o filósofo Immanuel Kant, homem não é nada além daquilo que a educação faz por ele, o cenário de analfabetismo digital é maximizado na sociedade brasileira.
Em segundo plano, o baixo poder aquisitivo de parte da população também contribui com o analfabetismo digital. Isso visto que a dificuldade financeira brasileira minimiza o acesso e a obtenção de novas tecnologias, o que viabiliza um cenário de dificuldade em relação ao uso desses aparatos tecnológicos. Prova disso é que, segundo o presidente da Federação das Indústrias, 66 milhões de brasileiros precisariam acumular a renda de três a oito anos de trabalho para adquirir um computador novo com configurações básicas.
Conclui-se, portanto, que o analfabetismo digital é viabilizado por questões estruturais e socioeconômicas. Assim, é importante que o governo aumente o poder aquisitivo da população, para maximizar o alcance às novas tecnologias no país. Isso por meio da disponibilização de um incentivo fiscal que deve reduzir os impostos sobre tecnologias para pessoas de baixa renda, facilitando a compra. Além disso, o Ministério da Educação deve melhorar a estrutura das escolas do país por intermédio de investimentos financeiros na compra de computadores e projetores, por exemplo, para possibilitar a educação digital no Brasil.