A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 07/01/2021

No livro ´´Utopia´´, de Thomas More, é descrito um local justo e de plena integração social. Fora da ficção, ao se observar o Brasil, nota-se a incongruência do cenário literário e o brasileiro, haja vista que o analfabetismo digital acentua as desigualdades socias já existentes. Destarte, a falta de ensino nas escolase e o pouco acesso às tecnologias  atuam como fomentadores do analfabetismo digital.

Em primeiro lugar é válido elucidar a relevância da escola na vida do cidadão. Nesse viés, a ausência do ensino sobre as tecnologias atrasam os alunos quanto ao desenvolvimento de suas habilidades para o mercado de trabalho atual e futuro. Assim, em virtude do ser humano ser produto da educação, consoante Imannuel Kant, é indispensável a integração da didática digital nas escolas, uma vez que o indivíduo passará a ser resultado dela e não mais cativo de sua ausência, como ocorria com o analfabetismo digital.

Outrossim, o pouco acesso às tecnologias também é uma problemática. Nesse sentido, pessoas sem oportunidade de desfrutar e ter contato com ferramentas digitais não conseguem construir as competências para utilizá-las no dia a dia. Posto isso, a situação dos analfabetos digitais corrobora com a frase de Pierre Lévy, a qual afirma que toda a tecnologias cria seus excluídos, já que por ter pouca ou nenhuma experiência com essas inovações, eles ficam impossibilidados de atuarem de forma plena na sociedade.

Portanto, é fucral o fim do analfabetismo digital. Logo, urge às escolas estabelecerem aulas de informática para os alunos, mediante a utilização de computadores e professores especializados, a fim de ensinar desde a infância a importância do ensino digital. Ademais, cabe ao Ministério da Educação investir em cursos gratuitos de informática, por meio da destinação de verbas para construção de salas de aula com materiais adequados e profissionais capacitados, com o intuito de estender a todos o acesso às ferramentas digitais.