A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 07/01/2021
De acordo com Aldous Huxley, filósofo inglês, os fatos não deixam de existir só porque são ignorados. Analogamente, é preciso admitir que o analfabetismo digital, no Brasil, é um fato grave, tendo em vista as suas implicações no cotidiano dos cidadãos. Assim, torna-se imprescindível a análise dessa conjuntura, a qual, motivada pela fragilidade do sistema educacional brasileiro, causa a fragilização da democracia.
Nesse contexto, cabe salientar que muitas escolas brasileiras não possuem recursos financeiros suficientes para a promoção do ensino tecnológico. Isso porque, para esse ensino, é necessário não só a capacitação ou a contratação de professores, mas também a compra de aparelhos tecnológicos, como computadores. Entretanto, o documentário “Pra o dia nascer feliz” revela a amarga realidade das escolas públicas do Brasil, a qual consiste na ausência de dinheiro para a manutenção básica dessas instituições, o que evidencia a necessidade de seu fortalecimento.
Entre as consequências desse quadro está o dano à cidadania. Segundo a Constituição Brasileira de 1988, em seu Art. 205, a educação é direito de todos. Nesse sentido, o analfabetismo digital mostra-se como um destoamento sério dos princípios democráticos, uma vez que vai de encontro a um direito que está constitucionalmente garantido. Sendo assim, faz-se urgente a criação de medidas contra essa problemática, para que haja a proteção dos direitos sociais, civis e políticos dos brasileiros.
Portanto, fica indubitável a relevância desse tema, assim como a urgência do seu combate. Logo, a fim atenuar a incidência do analfabetismo digital, cabe à sociedade civil organizada agir na sua repreensão, por meio de abaixo-assinados que pressionem o Poder Executivo a criar um plano de ações que vise a implantação da educação digital nas escolas públicas, para que o nível de educação brasileira seja elevado e a cidadania, preservada. Tais abaixo-assinados devem ser divulgados por intermédio das redes sociais de organizações não governamentais de direitos humanos. Desse modo, o Brasil irá, finalmente, progredir.