A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 07/01/2021
Com o advento da Revolução Industrial, a tecnologia tornou-se presente nas inúmeras relações humanas e também transformou-se em uma ferramenta facilitadora para diversas situações. Entretanto, para a experimentação dos numerosos benefícios trazidos por meio dessa inovação, é necessário um aprendizado sobre o uso seguro e correto desses meios. Dessa forma, necessita-se da integração desse ensino, de modo a reduzir os casos de analfabetismo digital, o qual constite no grupo de pessoas que apesar de estarem inseridas na era tecnológica não são capazes de usufruir desses mecanismos.
A princípio, vale analisar as motivações que fomentam a problemática da insipiência tecnológica presente na sociedade. Entre elas, a escassez de ensinamentos e discussões nas escolas sobre a utilização correta dos meios eletrônicos, a falta de iniciativas para orientar a parcela da população mais idosa, que possui dificuldade para lidar com as modernizações, e a exclusão do corpo social menos afortunado dos modais eletrônicos são causas que resultam na desinformação digital. Assim, como o filósofo Immanuel Kant afirma sobre o homem ser aquilo que a educação faz dele, percebe-se que esse grupo despreparado pode sofrer consequências na esfera pessoal e na profissional.
Em segundo plano, o obscurantismo computacional em plena era tecnológica pode gerar resultados negativos para esse corpo social. A exemplo dessas resultâncias, pode-se citar a exclusão e a disparidade na admissão no mercado de trabalho, o qual cada vez mais se vê integrado digitalmente, além disso, a coercitividade e a alienação promovidas por meio das redes de comunicação constituem um panorama caótico para os indivíduos que desconhecem as ameaças presentes nesses ambientes. Logo, é perceptível a importância do conhecimento digital para o sujeito com o objetivo de garantir igualdade no acesso às oportunidades, assim como é proposto na Constituição Federal brasileira.
Portanto, urge a tomada de iniciativas para promover instrução necessária para a integração democrática da coletividade na modernidade. Assim sendo, cabe ao Ministério da Educação, ao Ministério do Trabalho e ao Governo Federal ações para promover palestras em colégios sobre a inovação tecnológica, oferta de cursos profissionalizantes para a admissão de funcionários em empresas mais modernas e disponibilização de recursos para realizar essas condutas. As palestras podem ser feitas por profissionais da área computacional com o intuito de alertar sobre os riscos presentes na esfera digital e as maneiras de utilizar corretamente desses mecanismos. A oferta de cursos deve ser feita priorizando a população mais pobre, de modo a garantir a integração desse público no mercado de trabalho, excluindo as disparidades e protegendo a prerrogativa da equidade.