A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 07/01/2021

A alegoria da caverna, do filósofo grego Platão, descreve a situação de pessoas que não querem reconhecer a verdade, em virtude do medo de saírem da sua zona de conforto. Sob esse viés, a sociedade brasileira se encontra com a mesma problemática: diversos indivíduos não reconhecem que o analfabetismo digital (sujeitos que não utilizam adequadamente os dispositivos tecnológicos, como o computador e o celular) é um grande empecilho para o desenvolvimento, em geral, do nosso país, impulsionado pela lenta mudança da mentalidade social e pelos idosos marginalizados socialmente ao nao utilizar essas ferramentas.

Em primeiro plano, conforme o filósofo iluminista John Locke, a mente do homem nasce como uma tábula rasa, e a preenchemos com nossas experiências adquiridas ao longo da vida. Com base nisso, as escolas do Brasil possuem um grande preconceito contra os dispositivos tecnológicos, pois são considerados métodos de “dispersar” o aprendizado do aluno. Por conseguinte, essas ideias são preenchidas na “folha em branco” dos sujeitos, que, posteriormente, consideram a convivência dos celulares e dos estudos como algo errado. Porém, não levam em conta o quanto pode ser benéfico a utilização correta dessas ferramentas, por que além de contribuir para a habituação dos indivíduos com a internet, diminuindo os analfabetos digitais, facilitam a busca e o aprendizado de novos conceitos. Portanto, é necessário a mudança dessa mentalidade social, pois um indivíduo que se desenvolve nesse meio, tende a adotar os mesmos costumes.

Em segundo plano, conforme o empresário Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Com base nesse ponto de vista, os idosos, normalmente, possuem uma dificuldade ao utilizar celulares e computadores, afirmando que não se consideram “inseridos” nesses meios, por ser algo mais atual. Contudo, ao não se habituar com esses dispositivos, se tornam marginalizados do restante da população conectada pela internet, pois ao usa-los inadequadamente, se tornam analfabetos digitais, trazendo todos os seus prejuízos à tona, como a dificuldade de buscar informações e notícias importantes, se tornando, cada vez mais, excluidos socialmente.

Observa-se, então, a necessidade de conter o analfabetismo digital. Logo, cabem as escolas adotarem palestras, com a ajuda de profissionais ligados na área tecnológica, contribuindo, por meio de atividades educacionais, para a utilização correta de celulares e computadores, a fim de aumentar a usabilidade esses dispositivos nos meios de ensino. Ademais, cabe ao Governo incentivar a criação de apresentações com o auxílio de indivíduos que trabalham na internet, visando auxiliar os idosos a utilizar essas ferramentas para benefício próprio, como buscar notícias e informações de uma maneira