A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 07/01/2021
A Constituição federal de 1988, documento de extrema importância para o país, prevê em seu artigo 218° o incentivo a tecnologia como direito inerente aos cidadãos brasileiros. Conquanto, tal prorrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se refere ao analfabetismo digital no Brasil, o que dificulta, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faze-se indispensável a análise do fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeiro análise, deve-se ressaltar a ineficiência de medias governamentais para combater a analfabetização digital. Nesse sentido, tornou-se evidente essa falha durante a pandemia, em que filas foram formadas nos Bancos da Caixa, por pessoas que não souberam acessar o aplicativo disponibilizado pela instituição. Essa conjuntura, segundo o filósofo contratualista John locke, configura-se como uma violação do ‘‘contrato social’’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensávis.
Ademais, é importante apontar escassa educação tecnológica como impulsionadora do analfabetismo digital no país. Segundo o The exclusive internet index 2019, uma pesquisa desenvolvida pela revista The economiste, o Brasil está em 44° no quesito pontidão, que avalia entres outras, a capacidade de acessar a internet. Diante de tal exposto, é notável que que há lacunas no desenvolvimento social, quando relacionado ao aprendizado sobre o ambiente digital. Logo, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.
Compreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação por intermédio de adição de cursos digitais a grade de ensino, cultive a democratização do uso da tecnologia, a fim de tornar os cidadãos capazes de acompanhar o desenvolvimento do país, sem que fiquem marginalizados. Assim, se consolidará uma sociedade democrática, em que o Estado desempenha corretamente seu ‘‘contrato social’’, tal como afirma John Locke.