A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 07/01/2021

Surgida em 1969 nos Estados Unidos, a Internet alterou o conceito de comunicação na sociedade contemporânea e proporcionou diversas facilidades em atividades cotidianas. Contudo, o Brasil ocupa a 66ª posição no relatório anual da The Inclusive Internet, que avaliou os países nos quesitos alfabetização, confiança e segurança no uso da Internet. Indubitavelmente, o analfabetismo digital no Brasil está intimamente ligado à desigualdade social, que restringe o acesso à internet e impede que indivíduos carentes se desenvolvam no âmbito digital.

Evidentemente, a desigualdade social ainda se apresenta como um problema no corpo social brasileiro. Isso foi comprovado em pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que comprovou que 1 em cada 4 brasileiros sobrevivem com R$420 mensais. Seguramente, indivíduos que sobrevivem com menos da metade de um salário mínimo não possuem condições de adquirirem um aparelho digital para se desenvolverem digitalmente.

Além disso, a pesquisa do IBGE realizada em 2019 constatou que 58% dos indivíduos mais pobres não possuem acesso a saneamento básico, ou seja, tratamento de esgoto e coleta de lixo. Sem dúvidas, a obtenção de aparelho e preparo digital não é uma das prioridades de indivíduos esquecidos pelo Estado, que sobrevivem sem o mínimo respaldo necessário.

Concludentemente, o analfabetismo digital no Brasil está ligado à desigualdade social, que impede que pessoas carentes tenham acesso ao desenvolvimento digital. Esse problema possui uma solução que consiste no trabalho do Ministério das Comunicações por meio de parceria com entidades de ensino, na criação de um projeto que ofereça aparelhos e preparo digital para cidadãos miseráveis. Ademais, o projeto oferecerá aulas gratuitas com conteúdo didático à população analfabeta digital. Como resultado, o projeto colaborará com o desenvolvimento digital da baixa renda e contribuirá com avanço digital no Brasil.