A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 07/01/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social caracteriza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o analfabetismo digital no Brasil dificulta a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto do sistema de ensino defasado que gera como consequência a ocorrência de cibercrimes.
Primeiramente, é imprescindível destacar que o desconhecimento sobre os meios tecnológicos deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensa Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, devido à falta de atuação das autoridades, o analfabetismo digital é consequência de um sistema de ensino que não se adaptou para ensinar sobre a internet. Por consequência, os estudantes não aprendem como se portar no meio digital. Diante disso, é necessário a reformulação de postura estatal de forma urgente.
Outrossim, cabe salientar a ocorrência de cibercrimes como consequência dessa problemática. Segundo o site Uol, o Brasil está em 70° lugar em segurança cibernética. A partir desse pressuposto, o sistema de ensino defasado, que não auxilia no uso da internet, juntamente, com uma segurança digital ruim, ocasiona o aparecimento de golpistas que usufruem dessa situação para se beneficiar do desconhecimento dos usuários. Por conseguinte, eles reduzem o número de indivíduos que querem utilizar os meios tecnológicos, já que, ao usarem esses meios podem acabar sendo roubados.
Portanto, é mister que, para atenuar a problemática, cabe ao Ministério da Educação implementar na grade comum curricular uma disciplina de informática, na qual, auxilie os alunos, mediante situações problemas e aulas práticas, como usufruir dos meios tecnológicos, a fim de desenvolver estudantes que não sejam analfabetos digitais. Ademais, cabe ao Estado, em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, promover uma pesquisa de campo, em que, por meio de um questionário respondido por usuários da internet de todas as regiões do país, descubra as principais defasagens de segurança que esse meio possui. A partir disso,