A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 07/01/2021
No poema “O país que eu quero”, o escritor Guibson Medeiros retrata os anseios por uma nação melhor e mais equilibrada. Em oposição à literatura, a sociedade brasileira enfrenta momentos difíceis no que tange a questão do analfabetismo digital no Brasil. Nesse contexto, torna-se evidente a fraca base educacional da maioria da população e, a lenta mudança em diversas questões socioculturais, como principais agravantes da problemática.
Convém ressaltar, a princípio, que a fraca base educacional é um fator determinante para a persistência do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os dados sobre pessoas analfabetas no país ultrapassam a marca dos 11 milhões de brasileiros e, tal dado impacta diretamente nos termos de preparo e educação digital, já que, sem a devida instrução, a utilização do meio virtual se torna inviável. Nessa perspectiva, os índices de analfabetismo digital na população crescem de forma exponencial e, a erradicação do problema torna-se mais complexa, sendo necessário intervir para evitar que o cenário se agrave no país.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a lenta mudança em diversas questões socioculturais no Brasil. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão do analfabetismo digital no país é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social com plenas condições de conhecimento a respeito do mundo cibernético e seus impasses, bem como o acesso à Internet e todo suporte necessário para tal, a tendência seria o corpo social adotar esse comportamento também. Logo, urge modificar essa situação que persiste como mazela brasileira nos dias atuais.
É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação e o Ministério da Cultura devem desenvolver palestras em escolas, distribuir panfletos informativos e, promover a criação de oficinas culturais, por meio de rodas de conversa com especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o analfabetismo digital em questão no Brasil, a fim de erradicar esse problema tão usual nos dias atuais. Dessa forma, a nação brasileira poderá alcançar os caminhos almejados por Guibson Medeiros em seus versos.