A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 07/01/2021
A cidade de Colatina, no Espírito Santo, é um exemplo de inclusão digital, tendo em vista a medida tomada pela prefeitura de disponibilizar roteamento eficaz de internet a toda a população. Apesar de ser uma medida indubitavelmente positiva, apenas o acesso não é suficiente, se não for acompanhado do uso consciente, o qual contribui para a cibersegurança e para o avanço da sociedade. Por isso, é inquestionável a importância da inclusão e da educação digital.
Nesse sentido, independentemente de 72% da população brasileira ter acesso às redes, segundo o Comitê Gestor da Internet, a maioria não tem a consciência necessária para discernir notícias falsas ou tentativas de golpes, sendo vítimas de crimes cibernéticos e corroborando para a difusão de “fake news”. Consequentemente, a falta de informação, agravada pela falsa segurança do ambiente virtual, pode consumar na clonagem de cartões, em jogadas políticas errôneas e até mesmo em crimes mais graves utilizando o meio digital.
Outrossim, sem o controle necessário, pode ocorrer o uso indiscriminado e exacerbado da internet, como pontuado no documentário “O dilema das redes”, em que explicita que a sociedade caminha para um vício em massa, prejudicial à cognição pelo mau uso de tal recurso. Ademais, essa ferramenta deve ter seu potencial explorado, não só para o entretenimento, mas também contribuindo para o desenvolvimento, a exemplo de projetos estudantis, como o “ABC” (Alfabetização Baseada na Ciência), articulado pelo MEC.
Portanto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com o Ministério da Educação, deve promover cursos de formação, virtuais ou presenciais em escolas fora do horário letivo. Dessa forma, o conteúdo traria o modo de utilização, bem como o uso consciente dos aparelhos digitais, a fim de evitar os crimes cibernéticos e o uso indiscriminado e fazer da internet um ambiente mais seguro, inclusivo e proporcionando oportunidades e desenvolvimento social.