A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 14/01/2021
De acordo com o pensador Rousseau, o Estado tem o dever de cumprir a Constituição Nacional, obedecer aos princípios nela instituídos, disposto a prezar sempre pelo bem-estar dos cidadãos. No entanto, essa ordem é negligenciada ao observar que o analfabetismo digital é criterioso por mostrar questões de desigualdade social entre as diferentes esferas da sociedade. Logo, convém analisar como o avanço tecnológico, em consonância com a exclusão digital, merecem olhares mais críticos para extinguir a questão de superioridade e inferioridade nas entidades.
Inicialmente, é primordial apontar o avanço tecnológico como o principal responsável por permitir a facilidade ao acesso para a alfabetização digital. Nesse contexto, é interessante sobrelevar a Revolução Industrial, que, por meio dela, a ciência progrediu até dar acesso aos meios eletrônicos existentes hoje. Exemplo disso, são as redes de computadores. Concomitante a isso, é uma dádiva para os seres a tamanha evolução tida pela tecnologia, pois, além de permitir a alfabetização digital às pessoas, essa agora adere a população um novo fenômeno: a alfabetização digital.
Todavia, há um problema que emerge quando se fala disso, que é a exclusão eletrônica acometida aos indivíduos de baixa renda e sem anexação aos meios digitais. Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), de 2019, mostrou que 67% da população— acima de 10 de anos— possui acesso à internet, o que significa existir pessoas sem a afluência à alfabetização digital por não ter condições socioeconômicas para ter dispositivos em casa para usar a internet. Sob esse viés, é inadmissível que essa estratificação social persista e ainda exista cidadãos que não são beneficiados, tampouco familiarizados com essa ferramenta, corroborando assim, para que a nação não desfrute o privilégio da alfabetização virtualmente.
Infere-se, portanto, que o avanço tecnológico atrelado à exclusão digital resultam disfunções e necessitam ser atenuados. Destarte, é mister que o Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação atue com a implantação da tecnologia nas escolas para que crianças e adolescentes tenham contato com os meios digitais desde o início de suas vidas nas formações escolásticas, por meio da disponibilização de computadores e internet nas bibliotecas colegiais. Então, essa associação vai ocorrer de forma que a superioridade invista verbas provenientes dos royalties do petróleo no agente parceiro para que este promova acesso digital desde o processo de construção dos indivíduos nas escolas. Em suma, essa sólida mazela social será mitigada, esse entrave não mais presente na contemporaneidade e o Estado cumprirá seu papel conforme mencionado por Rousseau.