A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 07/01/2021
No filme produzido pela Disney - “Encantada” - é retrada a história da personagem Giselle, uma garota nativa de um reino com características medievais, mas, que por meio de um portal mágico, é transportada para Nova York do século XXI. Ao longo da trama, a narrativa revela as dificuldades enfrentadas por Giselle em conseguir utilizar as tecnologias típicas do período no qual ela está inserida. Fora da ficção, fica claro que a realidade apresentada nessa obra pode ser relacionada àquela da hodiernidade: o analfabetismo digital no Brasil, cujo origem remonta a inaptidão do Governo Federal em adequar a educação às necessidades da população e à desigualdade social. Logo, faz-se urgente a análise desse quadro.
Covém pontuar, a princínpio, que, em virtude das novas tecnologias digitais, o modo como o ser humano se relaciona entre si e com o espaço foi alterado; por exemplo, atualmente, é possível que pessoas façam compras “on-line”, entretanto, quando por falta de informação acerca da segurança digital, o indivíduo pode ser vítima de fraude. Segundo o Artigo 6° da Constituição Federal, a educação é um direito inalienável, entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, uma vez que a população brasileira não é adequadamente preparadamente para administrar suas atividade na rede virtual. Tal conjutura, configura-se em um rompimento com as ideias contratualismo de John Lock, pois o Estado não cumpre com sua função de garantir direitos indispensáveis aos cidadãos.
Ademais, é válido ressaltar, que a má distribuição de renda corrobora para que indvíduos em estado de vulnerabilidade econômica sejam mantidos aquém do processo de alfabetização digital, pois, como pontuou Pierre Lévy em seu livro “Cibercultura”, o aprendizado dos meios digitais são provenientes de um processo ativo, ou seja, só é possível aprender a atulizar as ferramentas oriundas do meio técnico- cientíco-informacional explorando-as. Segundo dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica, 25% da população brasileira não tem acesso à internet. Portanto, esse cenário culmina na marginalização das minorias no processo de aprendizagem digital.
Diante disso, compele ao Estado promover medidas com o intuito de amenizar esse cenário. Para tanto, o Ministério da Educação, por meio de uma reforma na base comum curricular da educação básica, deve inserir a discíplina Educação Tecnológica no currículo pedagógico das instituições educacionais com a finalidade de ensinar os alunos a como explorar e como se inserir no meio virtual e utilizar as ferramentas disponíveis nesse espaço sem colocar sua segurança em risco, a partir disso, indvíduos poderão utilizar de modo resposável e consciente as tecnologias digitais. Somente assim, será possível evitar que a dificuldade enfrentada por Gisselle continue se repetindo na realidade.