A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 07/01/2021

De acordo com o Artigo 5º da Constituição Federal, promulgada em 1988, a igualdade é direito de todos os cidadãos, sem qualquer distinção. Contudo, o cenário visto pelo crescente número de cidadãos que são considerados analfabetas digitais, impede que isso aconteça na prática. Isso acontece devido não só à falta de capacitação profissional dos indivíduos que acompanhe o rápido desenvolvimento tecnológico atual, como também à falta de políticas públicas de educação digital desde a infância. Neste contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes para reverter essa problemática.

A princípio, é evidente que o Poder Público falha ao cumprir seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, o que contribui para a permanência na dificuldade de se atenuar o analfabetismo digital no Brasil. No entanto, de acordo com a Constituição é garantido ao cidadão o direito à igualdade. E isso se demonstra uma grande incoerência, já que o combate ao problema em tela diminui a desigualdade na busca de oportunidades no mercado de trabalho, mas não é realizado na prática. Logo, é preciso uma intervenção para que essa questão seja modificada com o fito de alcançar a equidade de oportunidades esperada pela sociedade.

Igualmente, destaca-se a falta de políticas públicas para a educação tecnológica como um dos complicadores do problema. Nesse sentido, segundo Albert Einstein, o espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia. Porém, nota-se no Brasil, que a defasagem do domínio humano sobre a tecnologia rompe com a ideia do cientista alemão, já que o mundo tecnológico está em constante evolução e há pouco incentivo para que as gerações atuais acompanhem essa evolução digital. Desta forma, é inaceitável que, em plena era da informação, o número de analfabetos digitais seja tão alto, em discordância com a tendência da ascensão tecnológica mundial.

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações, por meio de cursos de capacitação tecnológica profissional e programas de educação tecnológica nas escolas, deve habilitar jovens e adultos para lidar com tecnologia nas atividades laborais, diminuir a desigualdade de oportunidades, assim como instruir crianças e adolescentes a lidar com equipamentos digitais de forma produtiva e diminuir a procrastinação infantil em equipamentos eletrônicos. Nesse sentido, o fito de tal ação é proporcionar inserção de pessoas capacitadas no mercado de trabalho e propiciar o crescimento infantil adaptado ao constante aprimoramento tecnológico de maneira eficiente. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado.