A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 06/01/2021

A constituíção federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão do analfabetismo digital no Brasil, dificultando, deste modo a universalização desse direito social tão importante.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de conhecimento do uso da internet. Nesse sentido, tal problema vem permeando no país e culminando uma série de desafios como por exemplo o acesso limitado da técnologia, violando o direito a inclusão digital fazendo com que pessoas sejam praticamente isoladas do resto da população com mais conhecimento e acesso a internet. Essa conjuntura, segundo as idéias do filósofo contratualista Jhon Locke, configura-se uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de seus direitos indispensáveis como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar o auto custo da internet para as camadas mais carentes como impulsionador do analfabetismo digital no Brasil. Segundo um relatório feito pela revista britânica, o Brasil ocupa a 32ª posição no ranking de 100 países em relação ao fácil acesso e disponibilidade da internet em nível global, visto que o Brasil é um país subdesenvolvido. logo, é inádmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é necessário que o Governo juntamente com o poder executivo, por intermédio de parcerias, possam instalar pontos de wi-fi por todos os lugares para um melhor acesso a internet, a fim de proporcionar um avanço na educação digital e fácil acesso as informações compartilhadas.