A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 06/01/2021
Segundo o escritor Gilberto Dimenstein, tempos modernos exigem comportamentos modernos e até mesmo o aprendizado de novas teorias e tecnologias, surgindo, implicitamente, os analfabetos digitais. Acerca dessa lógica, a inobservância governamental em reformas no ensino básico influi, em geral, para o aumento desses indivíduos. Não obstante, a penúria de instruções aos meios digitais influi, em parte, para a disseminação de “fake news”. Logo, ações estatais que mudem os atos são urgentes. Destarte, a inópia de atos Públicos que reformulem os ensinos de base coadjuva, em maioria, para o surgimento dos analfabetos digitais. Sob essa óptica, no início da Revolução Industrial, em alguns países, os trabalhadores foram proibidos de usar produtos manufaturados, diante da alegação de que eram muito caros, obtendo um baixo desenvolvimento político e social. Nesse viés, é notório que o progresso social, muitas vezes, não acompanha os progressos tecnológicos, visto que grande parte da população ainda carece de informações acerca do funcionamento das tecnologias, não possuindo condições financeiras para isso. Desse modo, medidas que mudem esse cenário fazem-se prementes. Outrossim, com a penúria dessas informações grande parte da população acaba por compartilhar informações errôneas na “internet”. Nessa conjuntura, segundo ranking da revista The Economist, o Brasil se encontra em quarto lugar no quesito confiabilidade nas informações disseminadas, mostrando que é uma sociedade que pouco as questiona. À vista disso, é notável que a penúria de instruções ao uso correto das redes digitais coopera, majoritariamente, na ascensão de notícias falsas, visto que essas se disseminam mais rapidamente contribuindo, em geral, na desinformação de grande parte da população. Por conseguinte, torna-se mais eficaz a adoção de medidas que instruam essa população. À luz dessas considerações, em solução aos imbróglios supracitados, é fulcral que o Governos, junto ao Ministério da Educação, deve realizar reformas no ensino de base, por meio da implantação de novas disciplinas, como informática e ensino financeiro, com professores capacitados, que instruam os alunos da rede público ao aprendizado correto e incentivem ao interesse dos pais e responsáveis. Ademais, o Ministério das Comunicações deve dispor de canais diretos, por meio de páginas “online” e números telefônicos, gratuitamente, que intentem à maior disseminação de informações corretas, com o auxílio de profissionais que orientem a maior parte da população acerca dos usos adequados da “internet”. Por esses intermédios, o analfabetismo pode deixar de sem um impasse no País.