A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 07/01/2021

O artigo 205 da Constituição brasileira, assegura de que a educação é um direito de todos e dever do estado. Porém, a lei ainda está presente de maneira muito idealizada no país. Visto que, ao analisar a questão do analfabetismo digital no Brasil, percebe-se que essa problemática está diretamente ligada com o ensino tecnicista aplicado pelas escolas e a falta de qualidade no ensinamento oferecido pela rede pública.

Democratizar um ensino qualificado, reflete profundamente na divulgação do conhecimento digital, que atingiria as menores faixas etárias da sociedade. Por exemplo, a França um dos países mais desenvolvidos do mundo possui um sistema educacional público muito eficaz e inclusivo, segundo o ITU (União Internacional de Telecomunicações) está entre os três países com maior segurança cibernética do mundo. Já o Brasil, possuiu 73,5% dos seus estudantes, segundo o IBGE, que usufruem do lamentável ensino dado pelo o país.

Além do mais, na música “Estudo Errado“ do cantor Gabriel o pensador, exemplifica a metodologia da educação brasileira, com a letra:”(…) Decorei, copiei, memorizei, mas não aprendi.” Uma educação com aulas voltadas para a memorização teórica de conteúdos cobrados em vestibulares, muitas vezes não pertinentes para formação cidadã do aluno. Por isso, investir na educação tecnológica é evitar com que as próximas gerações enfrentem caóticos ataques virtuais.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para o combate do analfabetismo digital no Brasil. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Ciência e Tecnologia, a promoção de aulas que visem o desenvolvimento digital, por meio de profissionais das áreas, como: cientistas da computação e professores. Objetivando o maior conhecimento da população no assunto, pois segundo o ITU, o Brasil ocupa a septuagésima posição com em relação à sua segurança cibernética. Desse modo, o artigo 205 estará com menor distanciamento da sociedade.