A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 06/01/2021

Segundo o pensamento de Joseph Krutch, a tecnologia torna as grandes populações possíveis, grandes populações tornam a tecnologia indispensável. Esse panorama auxilia na análise nas questões do analfabetismo digital no Brasil, visto que a comunidade ainda sofre com as consequências da não inclusão digital.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que a tecnologia revolucionou as relações sociais, mudou as formas de trabalho, encurtou distâncias e tornou a vida mais ágil. Todavia, uma parte da população não utiliza os meios digitais de forma corretamente, devido ao baixo senso crítico, no qual não há estímulos ao questionamento das informações. Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda da Alemanha Nazista, afirmou que uma mentira contada mil vezes torna-se verdade, sob esse âmbito, as FakeNews tem ganhando cada vez mais espaço devido a vulnerabilidade de uma parte da população em assimilar o que é verídico.

Cabe mencionar, em segundo plano, que o interesse dos países de combate ao analfabetismo digital, ganhou força principalmente após evidências de que as eleições dos Estados Unidos do ano de 2016, que elegeu o presidente Donald Trump, foi manipulada de forma a influênciar no resultado desta. Partindo desse pressuposto, esse cenário atesta o fenômeno da “pós-verdade”, que segundo a sociologia , um indivíduo tem a tendência em acreditar no que melhor lhe agrada, ou que esteja relacionado com seus valores morais ou crenças.Trata-se portanto de uma forma de manipulação em Massas.

Infere-se, portanto, que o analfabetismo digital da população possui íntima relação com grandes problemas enfrentados pela sociedade. Desse modo, é imprescindível a atuação do Estado Brasileiro, da Mídia e principalmente de grandes corporações mundiais, a exemplo da Apple e Google, de forma a orientar a população a respeito do uso consciente dos meios digitais. Visando o mesmo objetivo, o Estado Brasileiro deve criar normas com intuito de coibir o uso inadequado das inovações tecnológicas.