A questão do aborto no Brasil

Enviada em 24/11/2020

A vida se inicia quando o espermatozoide fecunda o ovócito secundário no corpo feminino, não podendo ser interrompida, uma vez que é um direito de todos, segundo a Constituição do Brasil. Nesse sentido, a prática de abortos, em qualquer circunstância, é gravemente problemática, haja vista que, em todo caso, envolve a morte de uma pessoa. Desse modo, é necessário a ratificação da pobreza como principal causa para o impasse e a análise da interrupção de gravidezes concebidas em estupro.

Em primeiro plano, salienta-se como a principal causa para a ocorrência de abortos no país o desprovimento financeiro. Em conformidade com dados do IBGE, mulheres negras e pobres são as mais eminentes em clínicas abortivas. Assim, ao contraírem uma gestação repentina, sem condições para sustentar a criança, recorrem à interrupção clandestina.

Outrossim, a legislação brasileira permite a legalização do aborto para mulheres vítimas de crimes sexuais. Tal fato deve ser retificado por considerar fetos concebidos por meio da violência indignos do nascimento, sendo inocente tanto o embrião como a mãe. Dessa maneira, nota-se o desequilíbrio da natureza humana, em que um impasse gera outro, retardando a perpetuação da espécie.

Infere-se, portanto, que os empecilhos do aborto no Brasil devem ser suprimidos. Sendo assim, cabe ao Supremo Tribunal Federal, a reavaliação das cláusulas necessária para a sua execução. Ademais, o Governo Federal, por meio do investimento em clínicas de atendimento a gravidas pobres, deve promover apoio às mulheres em todas as regiões periféricas do país. Destarte, obter-se-á a redução nos casos de aborto e o direito à vida não se tornará um impedimento. Logo, o Brasil alcançará um novo patamar no tange á integridade e saúde da nação.