A questão do aborto no Brasil

Enviada em 12/10/2020

Ilegalmente no Brasil, o Aborto divide muitas opiniões, desde as conservadoras e liberais até as mais extremistas, como acontece na religião. É impossível não associar o aborto ao estupro e a falta de noções básicas sobre a vida sexual, como o uso de preservativos, pílulas e outros métodos. Historicamente, isso foi sempre tratado como um tabu e visto como inaceitável , já que quebrava um dos preceitos da igreja católica na época. Porém ainda é possível mesmo em um país emergente vê uma não aceitação da sociedade sobre esse assunto.

Mesmo a lei em geral proibindo, vítimas de estupro no Brasil podem fazer o aborto legalmente em um hospital com auxílio Médico e da justiça. Mas não são em todos os casos que a interrupção da gestação é causada por violência sexual, a falta de conhecimento sobre contraceptivos aumenta a circulação, principalmente de mães jovens, em  hospitais clandestinos. No período entre 2008 e 2015, ocorreram cerca de 200 mil internações relacionadas ao aborto, porém apenas 1600 ocorreram por razões médicas e que se encaixam dentro da lei.

Entre os séculos V e XV, período conhecido como idade média, a igreja possuía um grande poder e ditava a sociedade europeia da época que mais tarde influenciou o ocidente, Ásia e África através da colonização. Um dos preceitos da igreja da época, repugnava o aborto, e de certa forma isso criou raízes para a não aceitação na sociedade atual. A partir do pensamento conservador, o aborto não deveria ser legalizado e nem feito de forma alguma, porém é notável que a interrupção da gestação é necessária em uma sociedade ainda onde existe o estupro e a falta de conhecimentos para uma vida sexual saudável e sem complicações.

Dado o exposto da influência do estupro e não uso de contraceptivos e como o pensamento foi moldado diante a historia. É notório então com base nos dados, destacar o papel do ministério da educação para prestar um ensino sobre a vida sexual nas escolas, no ministério da saúde com a criação de campanhas para o uso de preservativos, e contribuição dos pais com a disciplina em casa. Só assim então iremos caminhar para uma sociedade onde as pessoas não necessitem correr riscos com o que traz a vida e mantém a espécie.