A questão do aborto no Brasil

Enviada em 10/10/2020

Temos relatos concretos sobre a prática do aborto há milhares de anos, no antigo mundo greco-romano o aborto não era considerado crime nem delito, não haviam julgamentos com relação a esse assunto. Proferir acerca do aborto no século XXI ainda é um grande desafio enfrentado pela sociedade. A divisão de ideias, opiniões, fatos e matérias que circulam na mídia ainda o tornam um tema proibido e que consideram-no em vários países como um crime. No Brasil de acordo com a Lei número 2.848, não se pune o aborto praticado pelo médico quando: não se há outro meio de salvar a vida da gestante, e no caso da gravidez ser resultante de um estupro.

Como na Idade Média hoje ainda há a divisão entre Igreja e população, ou seja, contra e a favor da realização. Como no caso da menina de 10 anos em agosto de 2020, onde um grupo de evangélicos e católicos protestaram em frente ao hospital onde foi realizado esse aborto. Esse acontecimento demonstra bem o pensamento da Igreja, como nessa frase do Papa Francisco “Que seja garantida a proteção jurídica do embrião e que o ser humano seja protegido desde o primeiro instante de sua existência”. Para eles apenas uma imagem é a perfeita a da mulher que passa a ser da mãe, se assemelhando a Virgem Maria, algo fora desse padrão mesmo que negado pela Igreja, sofre forte rejeição internamente.

No mundo das séries e filmes, não se vê sempre a representação desse tema, o motivo: a repercussão na mídia que pode ser positiva ou negativa. Entre alguns casos temos a série Dark da Netflix, onde Helene, uma das personagens principais da terceira temporada faz o aborto quando adolescente no futuro começa a sofrer com pesadelos desse ato. Isso é um dos pontos discutidos em relação ao tema, a saúde mental da mulher que realiza o aborto. Um estudo feito na Universidade da Califórnia por pesquisadores especializados, os cientistas observaram que as mulheres que foram proibidas de interromper a gravidez demonstravam ter mais sintomas de ansiedade, baixa autoestima e sinais mais baixos de satisfação nas primeiras entrevistas do que aquelas que tiveram acesso ao procedimento.

Portanto, para se informar mais a população e definir conhecimentos visando o aprendizado e mudanças benéficas. É de extrema importância a colaboração do governo com a mídia para instruir os habitante dos país, o ensinamento da educação sexual nas escolas para os futuros adultos da nação, menos rigidez nos casos em que se pode realizar o aborto. O fim das clínicas de abortos clandestinas que trazem riscos para as gestantes. A fim de que haja a união na sociedade mundial erradicando uma das desavenças entre os indivíduos.