A questão do aborto no Brasil
Enviada em 10/10/2020
O aborto é o termo utilizado para denominar a interrupção natural ou induzida da gestação, sendo considerado legal apenas em casos de risco de vida da gestante, estupro e microcefalia. Todavia, nota-se presente na sociedade brasileira uma grande ocorrência de abortos e uma alta polarização de concepções acerca de sua legalização. Tornando-se necessário conhecer as particularidades quanto a este procedimento e sua relação com as distintas realidades brasileiras e a ineficiência de serviços sociais.
No país, clínicas de aborto são presentes e são à elas que as mulheres recorrem para esta interrupção. Muitas delas, com a formação incompleta e com problemas financeiros, realizam de forma clandestina pois não podem efetuar o pagamento em clínicas particulares. Consequentemente, problemas graves de saúde e mortes podem ocorrer devido à má realização da abortamento, automedicação ou a própria gravidade existente neste processo. De acordo com a segunda edição da Pesquisa Nacional de Aborto (PNA), realizada pelo Anis Instituto de Bioética e pela Universidade de Brasília (UnB), no ano de 2016, 20% das mulheres terão feito ao menos um aborto ilegal ao final da vida reprodutiva.
Hodiernamente, é visível que o país encontra-se com inúmeros problemas no âmbito educacional, sanitário e de segurança pública que estão associados à prática do aborto e sua legalidade. Porém, é comprovado cientificamente que há vida a partir da fecundação do óvulo pelo espermatozoide, além de que fazer uso de uma concepção formulada de validade e de quanto tempo a mesma deve durar é equivocada, visto que há crianças com sérios problemas de saúde que possuem uma vida normal. Inúmeras organizações e instituições no Brasil prestam serviços de acolhimento e acompanhamento à estas mulheres e vidas que estão sendo geradas.
Portanto, o aborto é um procedimento que deve ser relacionado com a questão de saúde e debatido para o reconhecimento de suas consequências. Cabendo ao Governo Federal, através do Ministério da Saúde, a prestação de serviços de saúde qualificados para o acompanhamento da gestação e psicológico da mulher em zonas rurais e periféricas. Ao Ministério da Educação, palestras acerca do uso de métodos contraceptivos para evitar possíveis gestações precoces que podem resultar em abortos e problemas graves para a saúde feminina. À Secretaria de Segurança Pública, o aumento da fiscalização para a defesa de mulheres e crianças, evitando gravidez indesejada proveniente de estupros ou abusos sexuais de crianças e adolescentes. Para que, dessa forma, as mulheres e as vidas geradas tenham direito aos seus serviços básicos, e, especialmente, direito à vida.