A questão do aborto no Brasil
Enviada em 25/08/2020
Descriminalização do aborto
Na última semana, dia 17 de agosto, a criança de 10 anos grávida, vítima de estupro, realizou o aborto do feto, em um hospital no Recife. Contudo, o caso gerou discussões e protesto por parte de grupos extremistas religiosos, ascendendo debates sobre a questão do aborto no Brasil.
Primeiramente, dados divulgados em 2016, na segunda edição da Pesquisa Nacional do Aborto (PNA), mostram que cerca de 20% das mulheres brasileiras terão feito ao menos um aborto ilegal ao final de sua vida fértil. Em adição, 22 milhões de abortos ocorrem, anualmente, em locais insalubres, resultando na morte de aproximadamente 47 mil mulheres na realização desse procedimento, segundo a Organização das Nações Unidas. Dessa forma, a proibição do aborto além de causar milhares de mortes, mostra-se ineficaz ao tentar impedir o ato.
Ainda sob esse ângulo, uma reportagem divulgada na revista O TEMPO, diz que em 20 anos houve queda na taxa de abortos em países desenvolvidos, principalmente nos quais essa prática foi legalizada. Nesse sentido, a criminalização dessa operação apenas se sustenta, no Brasil, devido a interferências religiosas na política, contudo, isso é proibido, uma vez que devemos possuir um Estado laico, separado de quaisquer concepções pessoais e visando um país mais justo juridicamente.
Mediante aos fatos fatos elencados, é evidente que o poder legislativo do Brasil deve aprovar a descriminalização do aborto. Desse modo, seriam diminuídas as mortes causadas por essas cirurgias, uma vez que as condições oferecidas seriam melhoradas. Contudo, seriam necessárias campanhas de educação sexual e prevenção a gravidez, criadas pelo mistério da educação, para não haver a banalização dessa espécie de operação.