A questão do aborto no Brasil
Enviada em 23/11/2018
Muito ainda se discute sobre a legalização do aborto no Brasil já que é um tema bastante antigo e ainda um tabu na nossa sociedade. Países como França e Áustria já optaram pela legalização desse procedimento que consiste na interrupção precoce de um embrião (antes de oito ou nove semanas de gestação) ou feto (depois de oito ou nove semanas de gestação) do corpo de uma mulher a pelo menos quarenta anos atrás.
Os maiores argumentos contra esse procedimento que vemos aqui no Brasil (e até mesmo lá fora) vem pelo critério religioso, onde tem-se ideias muito representadas até mesmo com citações biblícas e etc inclusive por politicos que também acabam usando a sua crença pessoal como base para essa discussão e acabam influenciando muitas pessoas a fazer o mesmo.
Acontece que o aborto é, ou pelo menos deveria ser, uma questão de saúde pública, sendo assim; não cabe á justificativa religiosa. Até mesmo porque cerca de 56% das mulheres que relatam já terem feito um aborto são católicas e 25% evangélicas e protestantes, o que evidencia muito bem que esse processo ocorre por uma questão de necessidade, seja lá por qual for ela. Vivemos em um país com um grande percentual de desigualdade social, nem todos tem as mesmas oportunidades e cabe a mulher decidir se quer ou não gerar um filho. Além disso, os processos contraceptivos não são 100% eficazes, como o exemplo da pilula do dia seguinte que tem os seus efeitos cortados ou até reduzidos por diferentes fatores como; ter diarréia, tomar certos chás e alguns antibióticos, sem contar o número de estupros que ocorrem e levam um grande tempo no processo de serem comprovados e relatados pela vitima em uma situação toda muito humilhante e devastadora até serem finalmente encaminhados a uma clinica.
Se preocupar apenas com o feto e não com a criança que passa fome na rua é evidenciar que esse argumento contra não é pró-vida e sim pró-nascimento. Toda mulher deveria ter direito ao aborto seguro e legal.